terça-feira, 1 de junho de 2010

(em meios aos músculos inferiores
esse blog recebe um elogio
em meio há tempos se atualizar
cá estou eu, retribuindo os parabéns
pela existência dele.)

e eu vou anatomizando
cada músculo, cada osso
do meu ser existencialista
dentre crises de identidade
e pólvoras estonteantes
saem de mim palavras
coisas, pensamentos
que se escrevem
nessas linhas
automaticamente
quase sem mesmo serem controlados
ou ao menos quererem ser.

há também como anatomizar palavras
lembranças, flash's, coisas instigantes.
anatomizaremos-nos com o raciocínio
com o fazer, com o ler, com o ser
com o falar, com o imaginar.
pois anatomizar sem imaginar
é o mesmo que viver
sem essência
sem convicções
sem manias
sem conceitos
sem repensar conceitos
sem bons e velhos costumes
sem você.

o pensamento humano
é tão belo
que de belo
se desfaz.
e nesse desfazer de beleza
o "eu-poético" se funde
em algo que você
nem se quer sabe o que é.
ele se funde
em algo inexistente
pois é muito mais importante
estar do que ser.

Um comentário:

Felipe disse...

É difícil fazer um paradoxo de anatomia e sentimento, entretanto você conseguiu exprimir essa comparação com uma certa clareza e riqueza de detalhes, pela qual fiquei estupefato. Parabéns, você consegue me encantar com cada frase. Não posso deixar de te agradecer pela singela citação no início do post. xD